São Paulo, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017

Carisma e Missão

A IDENTIDADE CARISMÁTICA DA APÓSTOLA

O carisma, com o qual a Congregação se expressa na Igreja, deve ser interiorizado, vivido e atual por todas as Apóstolas.

João Paulo II, na celebração do primeiro Centenário do Instituto, exortou às Apóstolas com estas palavras: "O vosso carisma na Igreja é o de adorar e tomar conhecido o Sagrado Coração de Jesus, anelando ao amor perfeito a Deus e exercitando, de maneira toda particular, o testemunho da caridade entre os homens, como dom da generosa solicitude do Pai celeste para com todos os seus filhos".

O amor ao Coração de Cristo é, portanto, o centro da vida mística, ascética e apostólica das filhas de Madre Clélia. Somente pelo contato quotidiano com esta fonte inesgotável de vida, a Apóstola poderá progressivamente assimilar os sentimentos de Cristo.

A devoção ao Coração de Jesus é vivida pela Apóstola, na sua dimensão mística, como relação de amor, que tem as suas origens na experiência da caridade de Cristo e no seu empenho pessoal em retribuir este amor.

Como Apóstola do Amor, ela se deixa atrair pelo Coração de Jesus vivo e presente na Eucaristia. A Celebração Eucarística é o centro da sua vida, em tomo da qual a comunidade inteira se une num só coração e numa só alma. Cada dia, depois de ter recebido Cristo na Eucaristia, a Apóstola renova privadamente os seus votos; sempre que possível, durante o dia, repetirá suas visitas ao Santíssimo Sacramento.

A Fundadora ensina que a devoção ao Sagrado Coração é uma rica e visível expressão do amor pela Eucaristia. Ela, freqüentemente, "deixava" as suas filhas aos pés de Jesus Sacramentado, O encorajando-as a procurar nele a força para o apostolado, a paz do coração e a alegria da consciência.

Para reavivar a sua intimidade com Jesus, a Apóstola é convidada a confrontar-se com a Palavra de Deus na Sagrada Escritura; a alimentar-se na oração comunitária e pessoal; a cultivar uma intensa devoção eucarística e mariana.

A Reparação é para a Apóstola participação ativa no plano Redentor de Cristo.

A realidade do pecado do mundo e da própria infidelidade e inconstância sensibiliza a Apóstola a ter um coração reparador, que toma sobre si todos os sofrimentos da Igreja e da humanidade e os apresenta ao Pai na oração, da qual recebe a força para reparar a indiferença e a ingratidão de muitos, diante do sacrifício redentor de Cristo, que nos amou e se deu a Si mesmo por nós.

Ela colabora com a Igreja na construção da civilização do amor, sobre as ruínas provocadas pelo egoísmo, pelo ódio, pela violência, abrindo horizontes de esperança, de justiça e de paz, sobre o futuro da humanidade.

A Apóstola participa da ardente paixão pelo homem que arde no Coração de Cristo e na Igreja, e quer contribuir com o testemunho de sua vida, para despertar nos corações o desejo de Deus; para resgatá-los das cadeias do naturalismo, da indiferença, da ansiosa e egoísta procura do bem-estar; para ser mais sensível às necessidades de todos os homens, que refletem no próprio rosto o rosto de Cristo.

Na fidelidade quotidiana aos conselhos evangélicos; na prática da humildade, da mansidão, da paciência, da caridade; na adoração amorosa de Jesus presente na Eucaristia forma-se o coração da Apóstola reparadora, que se toma com Jesus, como queria Madre Clélia, oferta de reparação e de imolação ao Pai e dom para a humanidade na caridade.

Escolhendo o título de "Apóstolas", Madre Clélia quis suas filhas animadas pelo mesmo ardor dos Apóstolos: "Aprendamos a ser Apóstolas não só de nome, mas segundo o espírito dos Apóstolos". Ela desejava que as suas filhas levassem a todos os povos, nas diversas realidades sociais, a palavra que ilumina, a fé que salva, o exemplo que convence, o sacrifício de si mesmas que redime, o amor que jorra do próprio Coração de Cristo.

Cada Apóstola empenha-se a dar a própria contribuição à nova evangelização. Diante dos desafios do mundo contemporâneo, ela testemunha Cristo, único Salvador da humanidade, mediante uma vida autenticamente evangélica e fiel serviço apostólico, também na missão ad gentes.

Vídeo

Sem vídeo para exibição.